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Einstein e Lenine em Moscovo

O LIVRO

A chegada de Estaline ao poder deixou uma marca indelével na cultura e na ciência russas. A música, a literatura, as belas-artes tiveram de se conformar aos ditames do realismo socialista e as ciências sociais transformaram-se num permanente canto de louvores ao secretário-geral. As ciências agrárias, sob a direção de Trofim Lysenko, conduziram a genética à marginalidade e a agricultura ao desastre. Um dos campos científicos que resistiu, e até prosperou, foi a física, que alcançou prestígio internacional através de cientistas como Igor Tamm ou Lev Landau.

Boris Hessen assume um papel decisivo neste processo. Contrariando aqueles que atacavam o trabalho de Einstein ou Schrödinger como «ciência burguesa» ou «idealismo», empenha-se na defesa da teoria da relatividade e da mecânica quântica, rejeitando qualquer tentativa de apreciar as novas teorias físicas com base nas convicções políticas ou filosóficas dos seus autores. Os escritos aqui apresentados dão um testemunho precioso do trabalho de um dos mais notáveis e influentes pensadores da era soviética. Os textos foram seleccionados e traduzidos do russo por Rui Borges e são precedidos de uma introdução sobre a época e o trabalho de Hessen.

BORIS MIKHAILOVICH HESSEN

Nasceu em 1883, em Elisavetgrad, Ucrânia. Estudou física em Edimburgo, Leninegrado (actual São Petersburgo) e Moscovo. Próximo dos grandes físicos soviéticos da época, como Igor Tamm, Leonid Mandelshtam e Abraam Ioffe, notabilizou-se pelo seu trabalho nos campos da história e da filosofia da ciência. Militante comunista, foi um activo defensor da teoria da relatividade e da mecânica quântica contra aqueles que queriam que estas fossem rejeitadas na União Soviética pelo seu carácter idealista. Foi uma das primeiras vítimas do terror estalinista, tendo sido preso e executado em 1936.

RUI BORGES

Nasceu em 1973. Físico de formação, trabalhou como docente e investigador na Irlanda, Reino Unido, Brasil e Portugal. Em 2015 publicou Boris Hessen – O Cientista Subversivo, com uma tradução do texto de Hessen «As Raízes Sociais e Económicas dos Principia de Newton».

CONTRARIANDO AQUELES QUE CONSIDERAVAM O TRABALHO DE EINSTEIN OU DE SCHRÖDINGER COMO “CIÊNCIA BURGUESA”, OS ESCRITOS DE BORIS HESSEN CONSTITUEM O TESTEMUNHO DE UM DOS MAIS NOTÁVEIS PENSADORES DA ERA SOVIÉTICA

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Alves Redol e o Grupo Neo-Realista de Vila Franca

O LIVRO

«Esta obra de Garcez da Silva (1915-2006) é uma memória da generosa cumplicidade, rebeldia e capacidade de luta contra a ditadura salazarista que marcou na juvenília um conjunto de escritores vila-franquenses, para quem a arte deveria ser um testemunho social e um instrumento no processo global de transformação do mundo, uma perspectiva fundadora duma poética neo-realista.

Com elos de fraternidade muito fortes, partilhavam saberes, afectos e o sonho de contribuir para um mundo mais justo em comunhão com as classes trabalhadoras. Como referiu poeticamente Raul Brandão, em 1926, «a cada passo se formam por aí grupos literários. Há-os em todas as gerações. Os rapazes sentiram sempre necessidade de comunicar e juntam-se conforme o acaso, as afinidades ou as aspirações.»

Vítor Viçoso, in Prefácio

ANTÓNIO TEODORO GARCEZ DA SILVA

Nasceu em 1915, nos subúrbios de Alenquer. Autodidacta, procurou seguir as suas tendências literárias e artísticas. Em 1935, encontrava‑se em Vila Franca de Xira, publicando os seus primeiros artigos e contos num dos periódicos locais. Integrado no Grupo Neo‑Realista de Vila Franca, foi co‑fundador da «Página Literária» do Mensageiro do Ribatejo (1939) e colaborou no semanário O Diabo e na revista Pensamento, em 1938‑1940. Empenhado simultaneamente nas letras e nas artes plásticas, participou em exposições colectivas, expondo aguarelas e desenhos, em Alhandra e Alenquer.

Colaborou na organização de exposições na Biblioteca‑Museu de Vila Franca de Xira e prefaciou alguns dos seus catálogos. Tem vários artigos, crónicas e contos publicados em diversos jornais. Entre 1963 e 1974, colaborou assiduamente na página «Cultura e Arte» de O Comércio do Porto. Faleceu em 2006.

NESTA OBRA, O AUTOR RECORDA A IMPORTÂNCIA DE ALVES REDOL E DE UM GRUPO DE JOVENS QUE, LIGADOS POR UMA SÓLIDA AMIZADE E POR PREOCUPAÇÕES CÍVICAS, ESTÉTICAS E LITERÁRIAS COMUNS, DERAM VIDA A UM MOVIMENTO QUE DENUNCIAVA AS INJUSTIÇAS SOCIAIS, ESTIMULANDO, EM SIMULTÂNEO, O APARECIMENTO DE NOVOS VALORES LITERÁRIOS.

António Mota Redol

Conhecer para Dominar.jpg

Conhecer para Dominar

O LIVRO

«A Antropologia em Moçambique, durante o período colonial foi um domínio do conhecimento recorrentemente evocado para justificar ou enquadrar determinadas práticas da administração colonial, mas sem capacidade para influenciar decisivamente os rumos e as orientações da política colonial. Mais: em determinados momentos, essa instância consultora parece ter sido chamada a posteriori para justificar certas decisões tomadas ou práticas realizadas, isto é, o conhecimento antropológico serviu, igualmente, o aparato ideológico do regime colonial, municiando-o, sempre que possível, com as tais pseudojusticações ideológicas a que se referia Balandier.

Foi, manifestamente, uma instância do conhecimento que serviu um propósito de dominação política que era determinado pelas motivações de um modelo de exploração económica: conhecer para dominar, dominar para explorar.»

RUI MATEUS PEREIRA

Lisboa, 1957 – Azeitão, 2020. Antropólogo. Entre inúmeras actividades, dirigiu o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, exerceu cargos de direcção no Município de Lisboa, integrou a direção editorial de publicações na área da História e Antropologia (revistas Oceanos, Camões e Cadernos de Estudos Africanos), comissariou exposições e coordenou projectos museológicos.

Investigador do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde foi professor. Autor de vários trabalhos, «Conhecer para dominar: o desenvolvimento do conhecimento antropológico na política colonial portuguesa em Moçambique, 1926-1959» tornou-se rapidamente numa obra de referência para os estudiosos do colonialismo português contemporâneo.

O PRINCÍPIO TÃO PROPALADO NA COLONIZAÇÃO PORTUGUESA DA ASSIMILAÇÃO REVELAR-SE-IA COMO UMA PERMANENTE FALÁCIA DESTINADA A ASSEGURAR A MANUTENÇÃO DE UM SISTEMA SUBDESENVOLVIDO DE EXPLORAÇÃO COLONIAL

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Novas e Velhas Extremas-Direitas

 

Coordenação: Cecília Honório e João Mineiro

O LIVRO

Nos últimos anos, a extrema‑direita voltou a ocupar as capas dos jornais um pouco por todo o mundo. Depois da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, de Bolsonaro no Brasil, do Brexit, da chegada de Matteo Salvini ao Governo em Itália, da consolidação de Viktor Órban na Hungria e da aproximação ao poder de Marine Le Pen em França, dispararam‑se todos os alarmes sobre um fenómeno, que, por um lado, é difícil de catalogar e, por outro lado, não é algo novo, ainda que tenha sofrido transformações notáveis nas últimas décadas.

O surgimento, a consolidação e a reconfiguração social, política e eleitoral de novos partidos e movimentos de extrema‑direita constituem a mais importante transformação política dos nossos dias e um dos principais desafios às democracias herdadas do pós‑guerra e, no nosso caso, da Revolução de 1974/75. Conhecer, investigar e escrutinar as características, a evolução e as estratégias destes partidos e movimentos foi o ponto de partida que juntou as autoras e os autores deste livro.

CECÍLIA HONÓRIO

Nasceu em 1962. Professora de História e investigadora (SLHI/CHAM). É doutorada em História das Ideias Políticas pela Universidade Nova de Lisboa e foi deputada à Assembleia da República. Entre as suas obras publicadas encontram-se o Espectro dos Populismos (2008, coord.), Mulheres Contra a Ditadura (2015), Manuel Fernandes Tomás 1771-1822 (2009) e, em coautoria, Os Donos de Portugal (2010).

JOÃO MINEIRO

Nasceu em 1992. Investigador. Doutorado em Antropologia e mestre em Sociologia pelo ISCTE-IUL. É membro do Centro em Rede de Investigação em Antropologia. Recentemente foi coautor de ABC do Socialismo (2019, coord.), Caloiros e Doutores (2018), O Espectro dos Populismos (2018), O Estado por Dentro (2017) e Desobedecer à Praxe (2015). Entre outras distinções, recebeu o Prémio de Iniciação à Investigação em Sociologia atribuído pela Associação Portuguesa de Sociologia (2019). Como freelancer, faz crítica de música e de teatro. 

AUTORES

Andrea Peniche, Bruno Madeira, Cecília Honório, Daniel Pinéu, Fernando Rosas, Francisco Mangas, João Mineiro, José Manuel Pureza, José Manuel Sobral, Manuel Loff, Steven Forti, Virgílio Borges Pereira e Xavier Casals

O APARECIMENTO, A CONSOLIDAÇÃO, A RECONFIGURAÇÃO E A EXPANSÃO SOCIAL, POLÍTICA E ELEITORAL DE NOVOS PARTIDOS E MOVIMENTOS DE EXTREMA‑DIREITA CONSTITUEM A MAIS IMPORTANTE TRANSFORMAÇÃO POLÍTICA DOS NOSSOS DIAS
E UM DOS PRINCIPAIS DESAFIOS ÀS DEMOCRACIAS HERDADAS DO PÓS‑GUERRA 
E, NO CASO PORTUGUÊS, DA REVOLUÇÃO DE 1974/75

Os nossos livros

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