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BARCAS NOVAS LEVAM GUERRA

SINOPSE

Segunda metade do século XX: o país dir-se-ia alheio às mudanças que iam pelo do mundo. A Guerra! Os navios a largar do Tejo, a levar os militares para a guerra. Os lenços, as lágrimas. «Até à volta...», «Até à volta!»

E as senhoras do Movimento Nacional Feminino, que à despedida distribuíam uns cigarros, uns aerogramas: «Até à volta!» Voltariam? Sim, alguns voltaram, doridos, estropiados. Outros, dentro de urnas. E de alguns, nunca mais se soube.

Henrique e Rafael, irmãos, lutavam por vingar nos estudos. Henrique, aluno de Biologia, fora conseguindo adiar a recruta; já o irmão, estudante de Económicas e activo contestatário ao regime, não conseguira contornar as suas obrigações militares e fora destacado para a Guiné. Pouco tempo depois de embarcar no Niassa, deixa de dar notícias. Teria desertado? Ficara ferido na frente de combate? Havia Sido apanhado numa emboscada?

Inconfundível no estilo a que Filomena Marona Beja habituou já os seus leitores, Barcas Novas Levam Guerra é um livro depurado e vigoroso sobre a angústia que marcou uma geração e, em simultâneo, uma denúncia da intolerância e da repressão de um regime que se aproxima da sua agonia.

FILOMENA MARONA BEJA

Nasceu em Lisboa, em 1944. Frequentou o Lycée Français Charles Lepierre e a Faculdade de Ciências da Univer-sidade de Lisboa. É autora de As Cidadãs, Betânia e A Sopa (Grande Prémio de Literatura dst), A Duração dos Crepúsculos, A Cova do Lagarto (Grande Prémio de Romance e Novela da APE/DGLB), Bute Daí, Zé, O Eléctrico 16, Um Rasto de Alfazema ou Avenida do Príncipe Perfeito.

RETRATO DAS ANGÚSTIAS DE UMA SOCIEDADE NOS ÚLTIMOS DIAS DO ESTADO NOVO

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